A Pureza da Paz Interior

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Não há nada que possa calcular o valor intrínseco da Paz Interior. É provavelmente o sentimento e sensação que todos nós gostaríamos de ter sempre. É uma virtude que eleva o nosso ser a patamares elevados de consciência. É uma profunda ligação de entrega com o nosso interior. É entregar ao nosso mais profundo intimo, a fluidez das coisas que sucedem na nossa vida. É confiar cegamente na nossa confiança em saber e sentir que as coisas vão seguir o seu rumo. Quem vive em paz interior, confia na vida. Não se deixa abater pelas dúvidas mundanas, ou pelo poder de palavras negativas que tentam turvar a nossa visão das coisas. Há quem confunda tranquilidade com passividade ou serenidade com apatia. Nada de mais errado. Só aqueles que não sentem o momento das coisas no seu devido tempo e lugar, é que podem interpretar tais sinais com fraquezas. Saber ponderar e saber esperar pelo momento ideal de tudo, é sem dúvida, uma grande batalha racional, lógica e sentimental. Mas não é por ser uma grande batalha, que não pode ser ganha. Pode ser ganha. Deve ser ganha. Se rever-se nestas palavras, é de facto uma batalha ganha. Ganharmos Paz Interior é ganharmos um imenso espaço dentro do nosso ser. Um espaço que envolve em nós e que transmite essa ideia de que só com um espírito crente e forte, com uma fé inabalável e segura, é que conseguiremos atingir a essência que resulta de tudo isso. Atingirmos a Paz, por vezes, parece uma tarefa de um mundo completamente irreal e distante do nosso. Mas até a beleza da Lua que nos parece tão distante, está no céu todas as noites, como que a relembrar que nem sempre o distante é impossível de alcançar, e que nem sempre a beleza de concretizar os nossos objectivos parece impossível. O caminho da paz interior é feito de passos, cada um deles dado com a maior das certezas e com uma grandiosa segurança em nós mesmos. Um passo que deveremos dar é o passo da tranquilidade e silêncio. Porque só em silêncio e tranquilidade poderemos atingir outros patamares de consciência. É através do silêncio que conseguimos esvaziar a nossa mente, libertar o negativo que nos aflige e saber direccionar a nossa mente para nos focar naquilo que é mais relevante. Onde e quando encontramos o silêncio ? É na solidão. Ser sozinho nem sempre significa que somos anti-sociais ou rejeitados. Simplesmente sabermos para onde vamos, ter noção de conceitos que por vezes ignoramos e saber abrir a mente de modo a evidenciar novos paradigmas. Quando soubermos viver com a nossa pessoa e saber ouvi-la com atenção e sinceridade, ai sim, estaremos mais aptos para saber lidar com o resto. Outro passo a darmos rumo a paz desejada, é o passo da verdade. Há quem pense que falar a verdade de uma forma directa e intempestiva é a melhor maneira, esquecendo que nem todos estão preparados para a ouvir da maneira que queremos. Se temos de dizer a verdade ? Sim, sempre ! Mas de não de uma forma nua, crua e cruel. Mas sim de uma forma construtiva e sensível, pois caso contrário iremos provocar ressentimento, azedume e conflito. E se o passo da verdade é relevante, não menos relevante será o passo da não-violência. De sabermos agir e actuar de acordo com a essência pura do coração. Não deixar que os sentimentos negativos contaminem a nossa alma. Deixar que a compaixão, tranquilidade e objectividade nos preencham e não as atitudes de vingança, ódio ou desespero. Outro passo que deveremos dar em relação a este objectivo, é a plena consciência do Amor. O Amor, o verdadeiro Amor não tem qualquer relação com paixão, sexo ou sentimento de posse. Muitas vezes confundimos tudo, o que faz dar a entender que amamos ou sentimos Amor, quando na realidade, sentimos desejo, ou preenchemos carência afectiva, não sabendo de facto como saber qual a magnitude desse poderoso sentimento. Amar é difícil de definir, mas amar com uma verdadeira razão de ser é termos a consciência de querermos sinceramente que a outra pessoa com quem estamos seja de facto feliz. É amar sem interesse próprio ou egoísmo. E isto só se atinge quando deixamos o Amor fluir naturalmente. Quando deixamos os preconceitos e defeitos de lado. É sabermos focar no positivo das pessoas em vez do negativo, porque só tendo essa visão positiva é que conseguimos que tudo faça e tenha mais sentido. São estes pequenos passos, pequenos na sua discrição mas enormes na sua dimensão emocional, que conseguiremos aproximar da pureza de Paz Interior que tanto necessitamos na nossa vida. Mas mais que contabilizar os passos, o mais fundamental é dar o primeiro. Dê o primeiro passo para esta mudança. Abrace a alegria e serenidade que a Paz Interior nos proporciona.