A Felicidade de entrar no Caminho Certo.

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Um conceito. Uma ideia. “Quem é bom, não vai longe”. Talvez e infelizmente seja verdade. O mundo as vezes, não é mesmo nada um sitio bonito de se viver. Porque damos prioridade as coisas que mais causam veneno na nossa alma. O dinheiro, a posse e a futilidade. O dinheiro apesar de fazer falta para a nossa vida e integração na sociedade, não deverá contudo ser um meio para inquinar a nossa essência, ao ponto de atropelarmos literalmente outras pessoas de modo a obte-lo. A posse, esse sentimento tão horrível pela alteração que faz na mente das pessoas, é outro veneno negativo, pois o excessivo apego a posse de objectos e de lugares de poder, leva a que sejamos destrutivos tanto da nossa pessoa como daqueles que lidamos. Futilidade, a superficialidade das coisas, das pessoas, a beleza é efémera, contudo apreciamos mais a beleza dos objectos e das pessoas, mesmo que sejam desprovidas de essência, substrato e coerência, para tentarmos ser superior a terceiros, quando na verdade nada mais nos tornamos do que complexos inferiores,  pois ignoramos todo o potencial humano que temos e que deveríamos aproveitar. Ser mau não é uma fatalidade irremediavel. Mas há uma luta em si, para se provar tanto a si como aos outros de que ser mau é passado. De que ser mau é uma fase ou conceito que nada tem a ver connosco. Há quem seja mau por sofrimento, desgosto, desorientação, influência ou outro motivo qualquer, sem ser a própria natureza. Não há nada melhor que ser o “bom da fita”. A pessoa que tudo faz sem qualquer tipo de necessidade de reconhecimento. Que faz os outros levantar a moral. Que tem um sentido positivo nas suas acções. Que é fiel aos seus princípios e valores. Que faz qualquer pessoa sentir-se especial com a sua presença e ser visto como um pilar de verdade, honestidade e bondade.

Para quem iniciar este caminho de luz, separando-se das trevas, não é fácil, mas há que haver crença que de facto é o único caminho a seguir.

O primeiro passo será o perdão. Perdoar a si mesmo pelo que fez. Perdoar aos outros que se magoaram por acções e palavras. É um acordar duro da realidade. Porque essa pessoa que todo o mal causou já não é o seu ser no presente. Mas as consequências continuam. As feridas ainda não estão fechadas. Dar o acto de perdão é tão importante quando saber aceitar que alguém esteja tão ressentidamente afectada que não o queira fazer. Saber viver com essa nega não pode ser um peso. Porque a tentativa foi feita. Mas massacrar sobre isso não é benéfico nem dará frutos para quem quer ser melhor por si mesmo.

O segundo passo é saber ajudar as pessoas. Saiba ouvir. Saiba retribuir. Nunca será uma perda de tempo ouvir alguém a falar de si ou de algo importante. Saber segurar quando alguém cai para trás, ser um amparo quando tropeçam nas armadilhas da vida, mostrar as suas qualidades para reforçar a sua mentalidade própria. Ajudar as pessoas é dar uma pouco da nossa felicidade, e isso é um primeiro passo para consolidar a essência, pois não há nada mais recompensador de sentir aquele sentimento tão espectacular que é ajudar alguém de coração. Ter um interesse genuíno nas pessoas, mesmo aquelas que desconhecemos é de facto um pedaço de generosidade. Ajuda cria ajuda. Dar sentimento gera retribuição de sentimentos. É um círculo vicioso daqueles que ninguém se importara de entrar.

Terceiro passo, ou mais umas linhas. Preocupação de coração. Podemos ter uma lista de pessoas com o qual nos preocupamos sobre as mais diversas áreas da vida. Mas acredita, essas pessoas não saberão isso até que decida partilhar isso mesmo. Isso dá um conforto especial a quem ouve. Mas não convém que a preocupação que temos seja espalhada toda ao mesmo tempo quando há assuntos pendentes. Temos de ajudar uma pessoa de cada vez conforme a prioridade. Não é egoísmo. Mas tentar fazer muita coisa ao mesmo tempo nunca fez bem a ninguém. Há pessoas que precisam de um sorriso ou um abraço, ou quem sabe de uma conversa longa. Cada pessoa é uma pessoa e temos de agir de acordo com a pessoa e não impor a nossa vontade nem muito menos demonstrar impaciência. Senão tiver força no momento ou se estiver desgastado, pare um pouco. Porque senão tivermos força para de facto poder ajudar, mais vale parar o nosso passo, para então depois darmos todos os espaços necessários.

Quarto passo. E o pilar de tudo. A verdade. Para quem viveu na sombra das trevas, a mentira, decepção e intriga foram aliadas durante muito tempo. Mas de agora em diante, só a verdade valerá mesmo para tudo o que faça. Não pode existir mascaras, realidades alternativas ou rumos trocados. A partir de agora, só a verdade é que interessa. Porque a verdade faz crescer a confiança e com a confiança vem a bondade. Só com a verdade conseguimos ligar de forma iluminada com outra pessoa. Se a verdade vem do interior, isso irá reflectir-se no seu exterior. E quem é de bom carácter sabe reconhecer isso noutra pessoa.

Estes pequenos passos são o inicio de uma caminhada. Mas só com força de vontade, honestidade e persistência irá conseguir entrar no caminho certo. Não irá ser fácil. Mas vai ser muito recompensador. E se ganhar força e energia, nunca irá mais descarrilar. Porque o lado negro não é tão satisfatório, maravilhoso e nem terá uma enorme dimensão de validação, sentido de dever cumprido e de gratidão.

Autor:

Aprendiz de Escritor.

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