O que ver na Empatia ?

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Há momentos na vida, breves instantes de felicidade, em que temos a sorte ou o acaso de nos cruzarmos com alguém diferente de tudo aquilo que já conhecemos. Não quer dizer que as pessoas que nos rodeiam, são de qualquer forma banais ou abstractas, mas acontece uma vez num milhão de vezes, uma empatia natural, um entendimento quase que perfeito com uma pessoa que muito sinceramente, poderá nos parecer uma pintura de arte quase tirada a papel químico da bondade da nossa alma. A linguagem quase que é simultaneamente entendida por ambos os cérebros a uma velocidade instantânea, e que faz com surja um sorriso quase que parvo e envergonhado perante a presença dessa pessoa, cuja familiaridade é tão presente, tão envolvente, que o seu aroma pessoal e intelectual não tem qualquer tipo de segredo, mas que ao mesmo tempo leva a que cada dia seja um novo ponto de descoberta, como que existisse uma fluidez contínua por entre dois campos energéticas que irradiam o mesmo tipo de corrente, como se as fórmulas que regem a vida, nada mais fosse que equações complexas transformadas em simples contas de aritmética. O que estupefacta, que tem a lotaria de dar de caras com tal fenómeno, é a grandiosidade e ao mesmo tempo simplicidade das palavras, como que um poderoso veículo se tornasse, como que o impacto fosse muito maior, mesmo que seja uma mera e educada palavra como “Obrigado”. Não é fácil explicar, muito menos compreender esta magia emocional que se revela poucos momentos em toda uma vida. Um poeta, poderia escrever um poema, e não conseguir descrever literalmente uma pequena porção do que engloba. Um músico poderia transformar numa sinfonia épica, que poderia não ter o fim majestoso devido a dificuldade em transpor algo deste género para belas notas de música. Um pintor poderia usar a sua palete para dar uma expressão máxima artística e sentir que seriam precisas novas cores para pincelar tal empatia. Até mesmo para escrever este texto, tive dificuldades em traduzir tal panóplia de sensações e intuições em que fosse facilmente entendido. O que faz sentir empatia, deve ser preservado. Quem nos dá um sorriso parvo, deve ser valorizado. Não se sabe o dia de amanhã, nem a canção da nossa vida. Mas essa empatia é para manter, rever e viver as vezes que forem necessárias de modo a fazer algum sentido nesta caminhada cheia de surpresas e suspense que é a vida.

Autor:

Aprendiz de Escritor.

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